Em Rablatho não existia miséria, ou seja, não havia pessoas sem teto, sem trabalho e não havia pessoas que morriam de fome.
Por isso quando uma família decide não criar uma criança a justificativa não está na indigência humana ou na miséria do povo e da família, mas sim pelo simples fato de não mais quererem uma pessoa para educar.
Em uma certa aldeia que ficava quase no centro do grande continente, uma família formada por 37 membros em uma tarde de sol, a mulher do segundo chefe dessa família dera à luz uma menina, a mãe olhou a menina, os avós olharam a menina, os irmãos olharam a menina, os tios olharam a menina, e o pai olhou a menina, todos sem nenhuma exceção decidiram que aquela menina não deveria fazer parte daquela família, assim levaram a menina para o líder do povoado e a deram para a escravidão.
Esta criança é a personagem na qual daremos foco toda a nossa história.
Ela foi colocada a venda na cidade, foi comprada e revendida para um comerciante do litoral do continente, assim ela foi transportada para lá, este litoral pertencia a uma família de comerciantes de escravos, o chefe da família chamava-se Dordas, e o local recebera o nome de Viveiro, pois era lá onde os bebês recém nascidos iam para crescer e se desenvolver até que ficassem grandes e fortes o suficientes para exercer o labor da escravidão. O Viveiro era um grande complexo de casas que eram muradas e cercadas, estima-se que sua capacidade máxima seja de comportar 1.400 crianças escravas.
Era lá também o ponto fixo onde quem quisesse adquirir escravos poderia parar, de fato como os bebês eram a mercadoria dos comerciantes eram tratados com cuidado para que se desenvolvessem bem e pudessem ser vendidos por um bom preço.
Este bebê do qual falamos como muitos outros foram criados no Viveiro até os 4 anos. Para esta pequena menina estes foram bons anos de sua vida.
Ela convivia com outras crianças escravas, mas não se envolvia muito com elas pois sabia que algum dia alguém chegaria e as levaria embora. No Viveiro elas aprendiam desde cedo a seguir as ordens dos cuidadores.
Os cuidadores davam ordens severas e rígidas e quando estas não obedeciam recebiam punições, mas que nunca chegavam a maltratar a criança, pois esta era uma preciosa mercadoria.
A punição mais severa era ficar isolada das demais crianças, assim não poderiam brincar umas com as outras.
Os trabalhos eram divididos igualmente meninos e meninas iam para a lavoura colher, arar, adubar.. no grande Viveiro meninos e meninas arrumavam e limpavam todo o estabelecimento.
No geral todas as crianças eram instruídas para que fossem capazes de cumprir qualquer ordem que seu futuro Dono desse, assim boa parte da mercadoria era vendida por um preço popular no qual qualquer família poderia adquirir um escravo.
Mas uma pequena parte delas eram instruídas a exercerem funções específicas e de uma dificuldade maior, por exemplo tem famílias que querer comprar escravos para com ele apostar e ganhar dinheiro em rinhas, assim os escravos tem que ser específicos para poder satisfazerem o desejo de seus donos, ou até mesmo pessoas que querem escravos que serão seus seguranças assim o escravo precisa ser treinado em luta, tem donos que querem escravos especialistas em cuidados domésticos, enfim há aqueles que são treinados para exercer uma determinada função.
Esta criança da qual estamos falando foi treinada especificamente para a luta de rinha, pois um escravo mulher que saiba lutar e seja capaz de vencer na rinha vale muito dinheiro, portanto no Viveiro era um bom tipo de investimento.
A rinha era o local onde os Donos colocavam seus escravos para lutar entre si e onde se apostavam pelo vencedor, era uma ótima diversão e passatempo para os Donos e também tendo um bom lutador dava um bom dinheiro.







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