terça-feira, 3 de junho de 2014

003-Uma criança sem Nome

A sociedade deste mundo ao meu ver me parece um pouco cruel, todos os povos do continente e das ilhas usufruíam de uma condição humana chamada escravidão.

A escravidão em toda a Rablatho possuía os mesmo princípios, todo o tipo de escravidão era decidido na hora do nascimento da criança, essa decisão era decidida pelos próprios donos da criança ou seja a sua família.

Se a família não se agradasse do membro nascido para não ter o trabalho de ter que sustentar mais um peso em sua tribo poderia doar a criança para a escravidão.

Em um dos vários povoados deste continente sem nome, nascia uma criança.

A mãe desta criança não a queria como filha, o pai desta criança não a queria como filha, os avós desta criança não a queriam como neta, os tios não a queriam como sobrinha, e os irmãos desta criança não a queria como irmã.

Então já que todos não a desejavam eles a deram para a escravidão. 

Já que esta criança havia sido rejeitada por sua própria família, ninguém tinha sobre ela o poder de posse, logo não fazia sentido dar um nome para algo que não fosse seu.

Assim esta criança que acabara de nascer e fora rejeitada pela sua família, seria uma escrava durante toda sua vida, esta é uma criança sem nome.

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