Esta criança em particular que foi rejeitada pela sua família e foi mandada para o Viveiro foi escolhida para ser treinada especificamente no ramo das lutas, logo seu futuro destino seria as Rinhas.
Como eu me sinto muito desconfortável ao falar dessa criança sem me referir a ela de uma forma especial terei que dar a ela um nome que eu mesmo escolhi assim como fiz com o mundo chamado por mim de Rablatho.
A criança aos 4 anos era muito morena magra e aparentemente sem nada em especial a não ser pelos seus olhos verdes vibrantes, então em consideração a esta tão singular característica chamaremos ela a partir de agora de Olhos Verdes.
Como foi esperado Olhos Verdes foi treinada desde que foi enviada ao Viveiro para se tornar uma lutadora de Rinha, olhos verdes teve que aprender a andar aos 7 meses de idade, seus primeiros golpes verdadeiramente fortes aconteceram aos 2 anos, para um lutador de rinha chorar ou gemer é algo inadmissível, então de fato a primeira coisa que eles aprendiam era a não chorar, gemer e demonstrar através de qualquer forma que estava sentido dor medo angustia ou sofrimento. Nesta questão Olhos Verdes aprendeu de forma bem tardia só conseguiu não mais chorar aos 3 anos e a não demonstrar nenhum sentimento somente aos 4 anos quando já estavam dispostos a desistirem de Olhos Verdes.
Quando um escravo por mais que tenha treinado e se esforçado por qualquer motivo não consiga cumprir aos desejos básicos de seu mestre, este é considerado como um escravo fracassado e é imediatamente descartado no Viveiro, ou seja, já que ele não consegue fazer aquilo para que foi designado a viver fazendo, ele já não merece viver.
sexta-feira, 20 de junho de 2014
quarta-feira, 11 de junho de 2014
005 - O nascimento de uma mulher
Em Rablatho não existia miséria, ou seja, não havia pessoas sem teto, sem trabalho e não havia pessoas que morriam de fome.
Por isso quando uma família decide não criar uma criança a justificativa não está na indigência humana ou na miséria do povo e da família, mas sim pelo simples fato de não mais quererem uma pessoa para educar.
Em uma certa aldeia que ficava quase no centro do grande continente, uma família formada por 37 membros em uma tarde de sol, a mulher do segundo chefe dessa família dera à luz uma menina, a mãe olhou a menina, os avós olharam a menina, os irmãos olharam a menina, os tios olharam a menina, e o pai olhou a menina, todos sem nenhuma exceção decidiram que aquela menina não deveria fazer parte daquela família, assim levaram a menina para o líder do povoado e a deram para a escravidão.
Esta criança é a personagem na qual daremos foco toda a nossa história.
Ela foi colocada a venda na cidade, foi comprada e revendida para um comerciante do litoral do continente, assim ela foi transportada para lá, este litoral pertencia a uma família de comerciantes de escravos, o chefe da família chamava-se Dordas, e o local recebera o nome de Viveiro, pois era lá onde os bebês recém nascidos iam para crescer e se desenvolver até que ficassem grandes e fortes o suficientes para exercer o labor da escravidão. O Viveiro era um grande complexo de casas que eram muradas e cercadas, estima-se que sua capacidade máxima seja de comportar 1.400 crianças escravas.
Era lá também o ponto fixo onde quem quisesse adquirir escravos poderia parar, de fato como os bebês eram a mercadoria dos comerciantes eram tratados com cuidado para que se desenvolvessem bem e pudessem ser vendidos por um bom preço.
Este bebê do qual falamos como muitos outros foram criados no Viveiro até os 4 anos. Para esta pequena menina estes foram bons anos de sua vida.
Ela convivia com outras crianças escravas, mas não se envolvia muito com elas pois sabia que algum dia alguém chegaria e as levaria embora. No Viveiro elas aprendiam desde cedo a seguir as ordens dos cuidadores.
Os cuidadores davam ordens severas e rígidas e quando estas não obedeciam recebiam punições, mas que nunca chegavam a maltratar a criança, pois esta era uma preciosa mercadoria.
A punição mais severa era ficar isolada das demais crianças, assim não poderiam brincar umas com as outras.
Os trabalhos eram divididos igualmente meninos e meninas iam para a lavoura colher, arar, adubar.. no grande Viveiro meninos e meninas arrumavam e limpavam todo o estabelecimento.
No geral todas as crianças eram instruídas para que fossem capazes de cumprir qualquer ordem que seu futuro Dono desse, assim boa parte da mercadoria era vendida por um preço popular no qual qualquer família poderia adquirir um escravo.
Mas uma pequena parte delas eram instruídas a exercerem funções específicas e de uma dificuldade maior, por exemplo tem famílias que querer comprar escravos para com ele apostar e ganhar dinheiro em rinhas, assim os escravos tem que ser específicos para poder satisfazerem o desejo de seus donos, ou até mesmo pessoas que querem escravos que serão seus seguranças assim o escravo precisa ser treinado em luta, tem donos que querem escravos especialistas em cuidados domésticos, enfim há aqueles que são treinados para exercer uma determinada função.
Esta criança da qual estamos falando foi treinada especificamente para a luta de rinha, pois um escravo mulher que saiba lutar e seja capaz de vencer na rinha vale muito dinheiro, portanto no Viveiro era um bom tipo de investimento.
A rinha era o local onde os Donos colocavam seus escravos para lutar entre si e onde se apostavam pelo vencedor, era uma ótima diversão e passatempo para os Donos e também tendo um bom lutador dava um bom dinheiro.
Por isso quando uma família decide não criar uma criança a justificativa não está na indigência humana ou na miséria do povo e da família, mas sim pelo simples fato de não mais quererem uma pessoa para educar.
Em uma certa aldeia que ficava quase no centro do grande continente, uma família formada por 37 membros em uma tarde de sol, a mulher do segundo chefe dessa família dera à luz uma menina, a mãe olhou a menina, os avós olharam a menina, os irmãos olharam a menina, os tios olharam a menina, e o pai olhou a menina, todos sem nenhuma exceção decidiram que aquela menina não deveria fazer parte daquela família, assim levaram a menina para o líder do povoado e a deram para a escravidão.
Esta criança é a personagem na qual daremos foco toda a nossa história.
Ela foi colocada a venda na cidade, foi comprada e revendida para um comerciante do litoral do continente, assim ela foi transportada para lá, este litoral pertencia a uma família de comerciantes de escravos, o chefe da família chamava-se Dordas, e o local recebera o nome de Viveiro, pois era lá onde os bebês recém nascidos iam para crescer e se desenvolver até que ficassem grandes e fortes o suficientes para exercer o labor da escravidão. O Viveiro era um grande complexo de casas que eram muradas e cercadas, estima-se que sua capacidade máxima seja de comportar 1.400 crianças escravas.
Era lá também o ponto fixo onde quem quisesse adquirir escravos poderia parar, de fato como os bebês eram a mercadoria dos comerciantes eram tratados com cuidado para que se desenvolvessem bem e pudessem ser vendidos por um bom preço.
Este bebê do qual falamos como muitos outros foram criados no Viveiro até os 4 anos. Para esta pequena menina estes foram bons anos de sua vida.
Ela convivia com outras crianças escravas, mas não se envolvia muito com elas pois sabia que algum dia alguém chegaria e as levaria embora. No Viveiro elas aprendiam desde cedo a seguir as ordens dos cuidadores.
Os cuidadores davam ordens severas e rígidas e quando estas não obedeciam recebiam punições, mas que nunca chegavam a maltratar a criança, pois esta era uma preciosa mercadoria.
A punição mais severa era ficar isolada das demais crianças, assim não poderiam brincar umas com as outras.
Os trabalhos eram divididos igualmente meninos e meninas iam para a lavoura colher, arar, adubar.. no grande Viveiro meninos e meninas arrumavam e limpavam todo o estabelecimento.
No geral todas as crianças eram instruídas para que fossem capazes de cumprir qualquer ordem que seu futuro Dono desse, assim boa parte da mercadoria era vendida por um preço popular no qual qualquer família poderia adquirir um escravo.
Mas uma pequena parte delas eram instruídas a exercerem funções específicas e de uma dificuldade maior, por exemplo tem famílias que querer comprar escravos para com ele apostar e ganhar dinheiro em rinhas, assim os escravos tem que ser específicos para poder satisfazerem o desejo de seus donos, ou até mesmo pessoas que querem escravos que serão seus seguranças assim o escravo precisa ser treinado em luta, tem donos que querem escravos especialistas em cuidados domésticos, enfim há aqueles que são treinados para exercer uma determinada função.
Esta criança da qual estamos falando foi treinada especificamente para a luta de rinha, pois um escravo mulher que saiba lutar e seja capaz de vencer na rinha vale muito dinheiro, portanto no Viveiro era um bom tipo de investimento.
A rinha era o local onde os Donos colocavam seus escravos para lutar entre si e onde se apostavam pelo vencedor, era uma ótima diversão e passatempo para os Donos e também tendo um bom lutador dava um bom dinheiro.
terça-feira, 10 de junho de 2014
004 - O sistema que sustenta o mundo
Todos os escravos se tornavam escravos por decisão de sua própria família, assim ninguém depois de adulto que não fosse escravo nunca poderia se tornar um, da mesma forma quem desde o berço foi escolhido para a escravidão jamais poderia deixar de ser escravo.
Mas eis que surge uma indagação, se os povos deste mundo sem nome são tão diferentes ao ponto de nunca chegaram num consenso em nomear o continente que vivem e nem mesmo o planeta como poderiam então eles concordarem com esta estrutura igual?
A resposta é simples, pois é justamente esta estrutura que sustenta as suas formas de vida, é essa estrutura que permite todos os povos prosperarem, sem serem afetados pelas pragas da fome e miséria.
Pragas estas que só servem para atrasar o desenvolvimento de toda uma civilização, em tempos bem antigos neste mundo sem nome eles experimentaram diversas formas para se governar, prosperar e crescer sem desamparar aqueles que possivelmente sem ajuda seriam motivo de vergonha e fardo para o governo e viram que esta atual forma é senão a única e também melhor forma na qual uma civilização deve existir.
Mas eis que surge uma indagação, se os povos deste mundo sem nome são tão diferentes ao ponto de nunca chegaram num consenso em nomear o continente que vivem e nem mesmo o planeta como poderiam então eles concordarem com esta estrutura igual?
A resposta é simples, pois é justamente esta estrutura que sustenta as suas formas de vida, é essa estrutura que permite todos os povos prosperarem, sem serem afetados pelas pragas da fome e miséria.
Pragas estas que só servem para atrasar o desenvolvimento de toda uma civilização, em tempos bem antigos neste mundo sem nome eles experimentaram diversas formas para se governar, prosperar e crescer sem desamparar aqueles que possivelmente sem ajuda seriam motivo de vergonha e fardo para o governo e viram que esta atual forma é senão a única e também melhor forma na qual uma civilização deve existir.
terça-feira, 3 de junho de 2014
003-Uma criança sem Nome
A sociedade deste mundo ao meu ver me parece um pouco cruel, todos os povos do continente e das ilhas usufruíam de uma condição humana chamada escravidão.
A escravidão em toda a Rablatho possuía os mesmo princípios, todo o tipo de escravidão era decidido na hora do nascimento da criança, essa decisão era decidida pelos próprios donos da criança ou seja a sua família.
Se a família não se agradasse do membro nascido para não ter o trabalho de ter que sustentar mais um peso em sua tribo poderia doar a criança para a escravidão.
Em um dos vários povoados deste continente sem nome, nascia uma criança.
A mãe desta criança não a queria como filha, o pai desta criança não a queria como filha, os avós desta criança não a queriam como neta, os tios não a queriam como sobrinha, e os irmãos desta criança não a queria como irmã.
Então já que todos não a desejavam eles a deram para a escravidão.
Já que esta criança havia sido rejeitada por sua própria família, ninguém tinha sobre ela o poder de posse, logo não fazia sentido dar um nome para algo que não fosse seu.
Assim esta criança que acabara de nascer e fora rejeitada pela sua família, seria uma escrava durante toda sua vida, esta é uma criança sem nome.
A escravidão em toda a Rablatho possuía os mesmo princípios, todo o tipo de escravidão era decidido na hora do nascimento da criança, essa decisão era decidida pelos próprios donos da criança ou seja a sua família.
Se a família não se agradasse do membro nascido para não ter o trabalho de ter que sustentar mais um peso em sua tribo poderia doar a criança para a escravidão.
Em um dos vários povoados deste continente sem nome, nascia uma criança.
A mãe desta criança não a queria como filha, o pai desta criança não a queria como filha, os avós desta criança não a queriam como neta, os tios não a queriam como sobrinha, e os irmãos desta criança não a queria como irmã.
Então já que todos não a desejavam eles a deram para a escravidão.
Já que esta criança havia sido rejeitada por sua própria família, ninguém tinha sobre ela o poder de posse, logo não fazia sentido dar um nome para algo que não fosse seu.
Assim esta criança que acabara de nascer e fora rejeitada pela sua família, seria uma escrava durante toda sua vida, esta é uma criança sem nome.
Assinar:
Comentários (Atom)






